Transcrição de Conferência realizada na Escola Politécnica de São Paulo, na Sessão solene do Grêmio Politécnico, a 15 de fevereiro de 1908, pelo Dr. Garcia Redondo. Contém 32 p. Apresenta reflexões sobre a inteligência dos animais e das plantas. Argumenta sobre o erro de se considerar os animais seres irracionais afirmando que o fato de não se comunicarem como os seres humanos não os tornam seres de pouca inteligência. Afirma que para provar que um ser é inteligente seria necessário que manifeste seu raciocínio por meio de atos e que se a palavra falada ou escrita fosse critério de prova de inteligência, deveríamos colocar os analfabetos e os surdos - mudos na categoria dos seres irracionais. Tenta demonstrar que muitos animais manifestam a sua inteligência através da aplicações práticas das ciências, das artes, das indústrias e das profissões que os seres humanos cultivam e exercem nos diversos ramos da sua atividade, manifestando-se peritos na engenharia, na arquitetura, na medicina, na cirurgia, na agricultura, na organização social, nas artes de tecer e coser. Trata das plantas, salientando que por vezes são mais Inteligentes que os animais, devido à sua imobilidade, o que produz a energia pensante dos vegetais, obrigando-os a criar invenções para se defenderem individualmente, assegurando a própria existência, e para defenderem a prole, perpetuando a espécie. Expõe que a conclusão que se deve tirar é que as plantas não precisam de olhos para ver, nem de sistema nervoso e de cérebro para sentir e pensar. Conclui afirmando que o ser humano não é o único dotado de inteligência.\r\nApresenta também a transcrição do discurso proferido por Roberto Simonsen em 15 de fevereiro de 1908 ,por ocasião do aniversário da Escola Politécnica.
BOTÂNICA
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MEMORIA-POLI-SER-REV-123456789/1947
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1908
Parte de Projeto Memória Documental da Escola Politécnica da USP