O artigo contém 8 páginas e 2 imagens: uma da pintura “A lição de Anatomia”, de Rembrandt e uma da “Estátua de Moisés”, de Michelangelo. Primeiro de uma série de artigos que apresentam uma síntese de princípios gerais às Belas Artes e do período da Renascença italiana. Inicia expondo brevemente ideias sobre a origem da arte. Discute a seguir a finalidade da arte, afirmando que embora produza estados agradáveis de espírito, não é esse o seu fim único e essencial. A Arte portanto, está no sentimento do artista, podendo ser dirigida não só ao sentimento do belo como também a todos os demais, tais como: ao prazer, a dor, ao amor e ao ódio. Refuta a definição do estudioso de Estética Véron, que afirmava que a arte é a manifestação externa de emoções interiores por meio de linhas, cores, movimentos, sons ou palavras, argumentando que uma pessoa pode exprimir suas emoções pelos meios indicados e não produzir arte. Para que a arte exista é preciso que outros sintam na obra a emoção que o artista procurou representar. Conclui afirmando que, não aprecia na arte, a perfeição da cópia e sim o gênio do artista.
BELO
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O artigo contém 10 páginas e fotos da Catedral de Colônia, da Prisão Central de Louvain, do Teatro Municipal em São Paulo e das Colunas Rostrais. Inicia salientando a necessidade de uma classificação para o estudo das artes. O critério preferível para tal classificação é o meio de que cada arte dispõe para obter sua expressão. Por esse critério as Belas Artes se dividem em dois grupos: o primeiro compreende a dança, música e literatura, tendo como meio de expressão o ritmo e o segundo, a escultura, pintura e arquitetura, tendo como meio de expressão o desenho. Nas artes do desenho, a arquitetura é de exclusiva criação intelectual e só apareceu no momento em que as sociedades humanas apresentavam um alto grau de desenvolvimento. Apresenta um breve histórico das habitações utilizadas pelo homem ao longo de sua história e consequentemente o surgimento da arquitetura, afirmando que no início, a arquitetura não era considerada uma Bela Arte, mas apenas um conjunto de regras aplicáveis com um fim útil. Apenas com a evolução do poder político e religioso é que ela foi considerada uma arte, para honrar o poder divino e o poder real, criando o templo e o palácio. Afirma que a arquitetura visa a três fins: dar aos edifícios a utilidade, a solidez e a expressão. Conclui fazendo algumas considerações a respeito do que é Belo.
O artigo contém 14 páginas e uma imagens das seguintes obras: Palácio da Justiça em Bruxelas, a escultura Dalon, de Paysan, exposta no museu do Luxemburgo, Paris, o Palácio da Justiça em Leipsig, a Bolsa de Bruxelas e o Teatro da Ópera em Paris. Continuação de uma série de artigos que tratam da questão do renascimento italiano. Expõe a questão da definição do belo e questiona a ideia de que a beleza está no próprio objeto e que algo que é belo para um é belo para todos. Afirma que a existência e a intensidade do belo está sujeita à opiniões do observador, variáveis com o estudo e a prática sendo que, o Belo é sempre relativo e que um objeto é belo objetivamente, quando traduz a consciência estética de um indivíduo, de uma escola e de uma época. Afirma que apenas a visão e a audição permitem a formação da ideia do belo. Reflete sobre a questão do belo no âmbito da arquitetura, afirmando que o arquiteto, guiado pelo raciocínio e procurando harmonizar o edifício com seu destino, produzirá uma obra que, se estiver de harmonia com o observador, produzirá emoções estéticas. Por fim, conclui salientando a dificuldade de encontrar uma definição para o belo.