O artigo contém 12 páginas e 1 figura do Forno Stassano. Trata-se da continuação de um artigo publicado no n. 14 da Revista Politécnica em 1906. Faz uma descrição de um modelo de forno, salientando que esse modelo convém para efetuar a fusão redutora que precede a afinagem, sendo vantajoso o emprego desse forno, pois torna a operação fácil e econômica. Afirma que os fornos eletrotérmicos podem ser utilizados com vantagem em lugares não existem forças motrizes hidráulicas, mas onde os combustíveis fósseis são abundantes, ou ainda nos lugares onde se podem utilizar outros combustíveis a baixos preços tais como os gases dos altos fornos. Faz algumas considerações sobre os resultados de experiências calorimétricas que se acham nas tabelas de Lunge, aumentadas por Juptner v. Jorstoff e que dão a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de 1k. de ferro a 1200°, sendo possível construir a quantidade de calor necessária par elevar o ferro à temperatura de fusão, e mesmo além. Descreve o relatório apresentado no Congresso de Química Aplicada, pelo Dr. Hans Goldsmith, na tentativa de determinar se o forno permitia obter diretamente do minério, em uma única operação, ferros maleáveis. Lista as experiências realizadas nas oficinas de construção de artilharia em Turim, em que instalou os fornos destinados a preparar o aço que serve para a fabricação de projéteis de artilharia, empregando como matéria prima raspas e restos de ferro e aço. Conclui que, se os novos processos eletrotérmicos não se desenvolveram adequadamente, foi devido à resistência dos industriais e não devido a imperfeições ou dificuldades do sistema.
ALTOS FORNOS
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MEMORIA-POLI-SER-REV-123456789/2323
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1907
Parte de Projeto Memória Documental da Escola Politécnica da USP